Conservação em ação

Podemos salvar as pradarias marinhas?
A resposta é sim! Mas exige ação em duas frentes. Primeiro, reduzir e eliminar as ameaças que as afetam dia após dia. Depois, restaurar ativamente o que já se perdeu. Nenhuma das duas é simples. Mas ambas são possíveis, e estão já a acontecer em Portugal.
A melhor proteção começa por parar o dano
Restaurar uma pradaria destruída é difícil e demorado. Por isso, a primeira linha de defesa é evitar que o dano aconteça. Isso implica regulação, fiscalização — e a participação ativa de toda a sociedade: pescadores, navegadores, agricultores, turistas e decisores políticos. Proteger as pradarias é uma responsabilidade coletiva.
Restaurar: devolver ao mar o que lhe foi tirado
Onde as ameaças são controladas, as pradarias podem recuperar - mas raramente o fazem sozinhas, ou depressa o suficiente. O restauro ativo, através de transplantes, cultivo de plantas e recuperação de habitats degradados, acelera esse processo. É um trabalho exigente, baseado em ciência, mas com resultados que já são visíveis.

Ciência e comunidade ao serviço do oceano: o projeto RESTORESEAGRASS nasceu para inverter a perda de pradarias marinhas nas costas portuguesas. A missão é clara: recuperar hectares de pradarias subtidais na Ria Formosa, na Arrábida e no Estuário do Sado. E criar um modelo de conservação baseado em ciência e participação comunitária, que possa ser replicado noutras regiões atlânticas.
Três zonas, três desafios
O projeto intervém em três zonas costeiras portuguesas com pradarias marinhas de elevado valor ecológico - cada uma com os seus desafios, as suas espécies e a sua história.
Quatro frentes de ação
Cada zona enfrenta desafios diferentes: espécies distintas, ameaças específicas, comunidades locais com histórias próprias. Mas em todas seguimos as mesmas quatro abordagens, adaptadas ao contexto local. Porque conservar pradarias não tem uma receita única - tem princípios que se aplicam com inteligência.
Restaurar e cultivar
Plantamos e recuperamos pradarias através de transplantes e de técnicas inovadoras de cultivo em tanques de salinas, criando uma fonte sustentável de plantas para alimentar o restauro a longo prazo.
Remover ameaças
Trabalhamos com autoridades para reduzir impactos concretos, como garantir que os limites de fundeadouros não se sobrepõem a pradarias sensíveis.
Monitorizar
Sem dados não há conservação. Acompanhamos regularmente a evolução das pradarias: a sua extensão, densidade, saúde e biodiversidade que alberga. Desta forma, percebemos o que está a funcionar e ajustamos estratégias em tempo real.
Envolver a comunidade
Voluntários, escolas, pescadores e comunidades locais fazem parte do projeto. Porque conservar o oceano é uma tarefa de todos.
Junta-te a nós.
RESTORESEAGRASS: uma parceria ao serviço do oceano
O RESTORESEAGRASS é cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e incide em áreas da Rede Natura 2000. É liderado pelo CCMAR, instituição com uma história na conservação de ervas marinhas que remonta a 2007, no âmbito do programa BIOMARES. Conta com financiadores locais enraizados em cada território - o Aeroporto de Faro na Ria Formosa e a Secil na Arrábida e no Sado - e com uma rede alargada de parceiros científicos, institucionais e empresariais: ISPA, ICNF, SPEA, OceanAlive, CSIC, Necton e Pescalgarve.
Parceiros

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Financiamento




