Sado: biodiversidade em risco
Pradarias do Sado
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O Sado: pradarias ao serviço de um estuário vivo
O estuário do Sado é um dos mais importantes de Portugal, tanto para a natureza como para as pessoas. As suas pradarias marinhas sustentam a pesca artesanal, alimentam aves e golfinhos, protegem as margens e filtram a água que percorre o estuário. Uma riqueza silenciosa, essencial para as comunidades que vivem e trabalham neste território há gerações.
Explora as pradarias do estuário do Sado
As pradarias do Sado distribuem-se por vários pontos do estuário, cada uma com as suas espécies, a sua história e os seus desafios.
Mapeamento das Pradarias Marinhas do Estuário do Sado. Ocean Alive (2022-2025) e Mendes e Melo (2021); disponível no Geocatálogo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. O mapeamento das pradarias marinhas Praia da Galé, Cambalhão, Ponta do Adoxe, Caldeira, Campanário, Cabecinha-Cabra, Carraca, Açoreira, Sapal do Moinho Novo, Base-ferry, Soltróia, Ponte Pêra, Sebas da Lua, Malha, Curva do Pardal, Esteiro do Matinho/Adufas, Cabeça-Nova e Glória foi realizado pela Ocean Alive. O mapeamento das restantes pradarias foi realizado no âmbito do projeto ORTOSado-21 e está disponível no Geocatálogo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Por uma questão técnica os dados do ICNF apresentados encontram-se simplificados mas poderão ser consultados na íntegra em: Habitat prioritário sebas (ervas marinhas) do estuário do Sado (ORTOSado-2021) - Visão Geral. Poderão também ser visualizados e descarregados a partir do GeoCatálogo do ICNF (geoCATALOGO), bastando carregar o WMS da visualização e citando os respectivos créditos e o local de curadoria dos dados.
©Ocean Alive & ICNF
Quatro pradarias, quatro histórias
Cambalhão - uma pradaria semeada pela natureza
Esta pradaria tem uma origem notável: não foi plantada por mãos humanas, mas semeada pela própria natureza - provavelmente a partir de sementes vindas da vizinha Ponta do Adoxe. Um exemplo inspirador da capacidade de recuperação natural do ecossistema, quando as condições são favoráveis e existem populações dadoras saudáveis nas proximidades.
Base-Ferry - onde as três espécies se encontram
A pradaria do Base-Ferry é um local verdadeiramente único no estuário - e em Portugal. É aqui que as três espécies de ervas marinhas coexistem na mesma área, criando um mosaico de habitats de enorme valor ecológico e científico.
Soltróia - a prova de que remover ameaças resulta
Esta pradaria alberga a maior mancha de Cymodocea nodosa do estuário do Sado - e é também um exemplo concreto do poder da conservação passiva. A remoção de um cabo de amarração que atravessava o fundo permitiu a recuperação de 800 m² de pradaria. Às vezes, basta eliminar o problema para a natureza fazer o resto.
Ponta do Adoxe - o berço das sementes do estuário
A maior pradaria de Zostera marina de todo o estuário do Sado, localizada na ponta da península de Tróia. A sua importância vai além da sua dimensão: funciona como uma fonte natural de sementes que alimenta a regeneração espontânea de outras pradarias do estuário. Grão a grão, enche-se o estuário de pradarias.
Um estuário resiliente - mas não invencível
A história das pradarias do Sado é uma história de perdas e recuperações. Mostra que estes habitats têm uma capacidade notável de se regenerar - mas também que essa capacidade tem limites. As pressões humanas e as alterações climáticas continuam a ameaçar um equilíbrio frágil que importa preservar.



