Pradarias marinhas em Portugal
Pradarias marinhas
em Portugal
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Ervas marinhas em Portugal: três espécies, um papel vital
Em Portugal continental existem três espécies de ervas marinhas que formam extensas pradarias subaquáticas - habitats que procuramos procura proteger e restaurar. Cada uma tem a sua forma, o seu habitat preferido e o seu papel no ecossistema. Conhecê-las é o primeiro passo para as proteger.
Que espécies formam pradarias em Portugal?
Zostera noltei
a mais comum nas marés
A mais resistente das três: é a única que forma pradarias na zona intertidal, ficando exposta durante a maré baixa. As suas folhas são muito finas, com até 25 cm, e os rizomas têm uma cor amarelo-esverdeada característica. É também a única das três que não está ameaçada em Portugal, no entanto devido ao declínio histórico que tem sofrido encontra-se no estauto de quase ameaçada na Lista Vermelha da Flora de Portugal.
Zostera marina
a pradaria das águas calmas
Maior e mais robusta, esta espécie prefere viver sempre submersa - é estritamente subtidal. As folhas são mais largas, terminam com uma ponta arredondada, e podem atingir 60 cm. Os rizomas são espessos, com raízes finas em cada nó. Forma pradarias em zonas de águas calmas e é considerada ameaçada em Portugal.
Cymodocea nodosa
a especialista do sul
Reconhece-se pela ponta serrilhada das folhas e pelos rizomas rosados. Cresce em grupos de 3 a 4 folhas por rebento, podendo atingir 60 cm. Tal como a Zostera marina, é uma espécie subtidal, dominando os canais da Ria Formosa e outras zonas da costa sul e sudoeste, incluindo o estuário do Sado. Também está ameaçada em Portugal.
Vê como se distinguem as três espécies
Diogo Paulo, investigador do CCMAR e especialista em conservação, explica como identificar cada uma das três espécies de ervas marinhas que formam pradarias em Portugal.
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Cada espécie no seu lugar
As três espécies não vivem todas no mesmo sítio. A Zostera noltei ocupa a zona intertidal — fica exposta na maré baixa. A Zostera marina e a Cymodocea nodosa preferem a zona subtidal, sempre submersa, com salinidade e temperatura mais estáveis. Cada espécie está adaptada às condições do seu habitat.
Plantas lagunares
Nas lagunas costeiras, com salinidades e temperaturas muito variáveis, vivem outras plantas aquáticas igualmente fascinantes - as Ruppia spp. e a Althenia spp. São as "especialistas", adaptadas a condições extremas que poucas plantas suportam.
Onde encontrar pradarias marinhas em Portugal?
As pradarias marinhas concentram-se em zonas abrigadas da costa portuguesa, onde as ondas são mais calmas e a água mais clara. Os principais locais são o estuário do Sado, a Ria Formosa, a Ria de Aveiro e a lagoa de Óbidos.
