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Guardiãs do carbono

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Guardiãs do carbono: aliadas no combate às alterações climáticas

As ervas marinhas são das plantas mais eficazes do planeta a capturar e armazenar carbono. Este carbono, guardado nos sedimentos marinhos, tem um nome próprio: carbono azul. E o seu papel no combate às alterações climáticas é muito maior do que o tamanho destas plantas faria supor.

 

Pequenas plantas, impacto enorme

As pradarias marinhas cobrem menos de 0,2% do fundo do oceano,  mas são responsáveis por mais de 10% de todo o carbono enterrado nos sedimentos marinhos cada ano. Uma proporção extraordinária, que coloca estas plantas entre os ecossistemas mais eficientes do mundo no armazenamento de carbono. 

 

 

Carbono Azul

 

O poder do oceano para regular o clima

O clima muda, e a natureza pode ajudar

As alterações climáticas são um dos maiores desafios da humanidade. A queima de combustíveis fósseis liberta CO₂ para a atmosfera, agravando o efeito de estufa e aquecendo o planeta. Mas a natureza oferece soluções poderosas: os ecossistemas costeiros capturam e armazenam carbono de forma natural — são o que chamamos de carbono azul.

As florestas azuis: os guardiões esquecidos do oceano

Sob a superfície do mar existem florestas. Não de árvores, mas de plantas e algas que formam ecossistemas densos, produtivos e vitais para o planeta. Mangais, sapais, algas marinhas e pradarias de ervas marinhas são as chamadas "florestas azuis", e estão entre os maiores aliados do clima que temos.

Como funciona? A magia acontece no subsolo

Tal como as árvores, as ervas marinhas capturam CO₂ para crescer. Mas o seu verdadeiro poder está no sedimento: folhas caídas, rizomas e raízes mortas acumulam-se no fundo, onde a falta de oxigénio torna a decomposição extremamente lenta. O carbono fica assim retido durante séculos, ou mesmo milénios.

Destruir uma pradaria liberta carbono antigo

Quando uma pradaria é destruída, seja por dragagens, fundeios ou poluição, o carbono acumulado durante séculos fica exposto ao oxigénio, decompõe-se e é libertado para a atmosfera como CO₂. Perder uma pradaria não é apenas perder biodiversidade: é desfazer milénios de trabalho climático.

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