De olho nas pradarias
De olho
nas pradarias
Como sabemos se as pradarias estão a recuperar?
Restaurar sem medir é trabalhar às cegas. Para perceber se as nossas ações estão a resultar, monitorizamos de perto a evolução das pradarias - no fundo do mar, nos laboratórios e a partir do céu. É desta forma que a ciência transforma observações em respostas e respostas em decisões.
Três formas
de ouvir o que as pradarias nos dizem
Nenhum método sozinho conta a história toda. Por isso combinamos técnicas complementares - no fundo do mar, em laboratório e a partir do céu. Cada uma revela uma perspetiva diferente, e é o conjunto de todas que nos dá uma visão completa da saúde das pradarias.
No fundo do mar, com régua na mão
Os mergulhadores colocam quadrículas metálicas no fundo - estruturas fixas que delimitam sempre a mesma área. Dentro delas, medem regularmente a densidade de rebentos, a altura das folhas e a cobertura do fundo. Uma forma rigorosa de perceber se a pradaria está a crescer, estável ou em declínio.
O que os laboratórios nos revelam
Recolhemos amostras de plantas e de sedimento para análise em laboratório. O sedimento diz-nos quanto carbono está armazenado - e há quanto tempo. As plantas revelam o seu estado de saúde e diversidade genética. Informação invisível a olho nu, mas essencial para compreender a pradaria em profundidade.
Uma vista de cima para o que está em baixo
Drones e imagens de satélite permitem mapear grandes extensões da Ria Formosa e acompanhar a evolução das pradarias ao longo dos anos. O que um mergulhador vê em metros quadrados, a tecnologia vê em hectares - e ambas as perspetivas são indispensáveis.
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Dados que se transformam em ação
Cada mergulho, cada amostra, cada imagem de drone alimenta uma base de dados que cresce a cada campanha. É esse acumular de informação ao longo do tempo que nos permite perceber tendências, ajustar estratégias e, acima de tudo, saber se as pradarias estão - finalmente - a recuperar.
