Clone of Test RSG
Test
Known to enhance biodiversity by providing food, shelter, and nursery habitat for several marine species, thus supporting local fisheries and other human activities.
Seagrass meadows are shallow marine habitats dominated by rooted, flowering plants that are present on soft marine sediment in areas with low to moderate wave energy.
Dois campos de futebol por hora, perdidos para sempre
No início do século XXI, o mundo perdia pradarias marinhas à velocidade de dois campos de futebol por hora. Já tínhamos perdido 30% de toda a área que alguma vez existiu. A boa notícia: esta tendência está a mudar, graças a projetos de conservação e restauro.
These vital marine ecosystems
provide essential services
Ameaças
Âncoras: cicatrizes no fundo do mar
Quando uma âncora arrasta pelo fundo, arranca plantas e deixa cicatrizes que demoram décadas a sarar. O problema agrava-se com o fundeio desordenado - oficial e ilegal. Os nossos estudos confirmam que a ancoragem é uma das principais causas de impacto nas pradarias da Ria Formosa, onde faltam estruturas de amarração ecológicas.
Hélices: lavrar o fundo sem o ver
Em águas pouco profundas, as hélices dos barcos escavam o sedimento como um arado, destruindo plantas, raízes e rizomas. As marcas que deixam são profundas e duradouras. Na Ria Formosa, os rastos desta ação são visíveis em várias zonas de navegação intensa.
Redes fantasma: a pesca que nunca para
As redes de pesca perdidas ou abandonadas no fundo do mar continuam a capturar e a matar - peixes, crustáceos, aves marinhas. Para além disso, arrastam pelo fundo e danificam fisicamente as pradarias. Uma ameaça invisível, mas com consequências muito reais.
Caulerpa prolifera: um invasor silencioso
Ausente durante 60 anos, esta alga verde foi redescoberta na Ria Formosa em 2011. Forma tapetes densos que competem com as ervas marinhas nativas por espaço, luz e nutrientes - e expande-se sobretudo em zonas já degradadas. O projeto detetou a sua presença em 9 das 27 pradarias subtidais da Ria Formosa.
Poluição: quando o excesso sufoca a vida
As pradarias sofrem uma dupla pressão da poluição. Por um lado, o excesso de nutrientes de fertilizantes, esgotos e aquacultura provoca a proliferação de algas que turva a água e asfixia as ervas marinhas. Por outro, plásticos e resíduos acumulam-se no fundo, bloqueando a luz, sufocando as raízes e introduzindo microplásticos na cadeia alimentar.
Viveiros no fundo: quando a pesca sufoca as pradarias
Viveiros de bivalves, armadilhas e outras estruturas de pesca colocadas diretamente sobre as pradarias bloqueiam a luz e esmagam fisicamente as plantas. O peso e a sombra destas estruturas impedem o crescimento das ervas marinhas, e a sua instalação repetida no mesmo local pode destruir pradarias inteiras de forma gradual e silenciosa.
Clima: o multiplicador de todas as ameaças
O aquecimento da água, a subida do nível do mar e a maior frequência de tempestades e ondas de calor agem como um amplificador de todas as outras ameaças. A Zostera noltei, espécie intertidal, é particularmente vulnerável: se o nível do mar subir sem espaço para migrar para zonas mais interiores, perde o seu habitat.
Cimento e erosão: quando a costa muda de forma
Portos, marinas, esporões e dragagens alteram correntes e padrões de sedimentação. As pradarias podem ser soterradas por sedimentos em excesso, ou expostas e arrancadas quando faltam. Ambas as situações são letais, e os efeitos propagam-se muito além da zona de construção.
Conhecer é o primeiro passo para proteger
As ameaças são reais, mas não são inevitáveis. Cada âncora que pousa numa pradaria é uma escolha. Cada descarga de poluição é uma consequência de decisões humanas. E decisões humanas podem mudar. Conhecer o que ameaça estes habitats é o primeiro passo para agir - e há muito que já está a ser feito.
